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09/03/13

Artigos de Adri, "Senlheiro", desde Soto del Real


Figerom-nos chegar ao nosso correio desde o "Colectivo de Apoio a Senlheiro" estes 3 escritos desde as celas de Soto del Real (segue a espera de ser transladado em breve a Villabona, Asturies) para a sua publicaçom, ao que acedemos gostosas:

1.- "A TV é a mitade da condena, fai-te com umha"

Fôrom as últimas palavras do Chefe de Serviço da prisom de Soto del Real depois de deixar-me na cela de isolamento. Afortunadamente levava comigo umha rádio de mão quando, caminhando polo monte, botáram-se em riba de mim mais de dez encarapuçados que, durante mais de 2 horas, adicárom-se a denigrar-me, golpear-me e torturar-me psicologicamente.

Umha folha em branco e o calor humano dos outros presos é o que che fai seguir adiante quando chegas aqui, depois duns dias nas mãos da polícia, incomunicado, onde não tes absolutamente nada, e como muito podes escrever algo, se as paredes som amarelas, com o arámio da "chupa". As primeiras saídas ao pátio, caminhar dum lado a outro conversando com outra pessoa com a sua história própia. Histórias e palavras que som umha boa droga para a supervivência.

Entom das-te conta do contraste: aqui o tempo é infinito, quase um inimigo, nom há presa porque tampouco che deixam ir a nengures, claro (21 horas na cela e em frente um muro). Na rua é ao contrário: o tempo é ouro, sempre há que mover-se, ir algures, mas muitas vezes com presa, sem sentido. O trabalho, o tráfego, a discoteca, o facebook, as obrigas, "ser alguém!", o INEM, os "trapis", os videojogos, o espectáculo, mudanças, o google no que todo aparece..

Aqui nom temos nada, aparte do sustento mais básico (como os porcos no cortelho) mas temos ainda a nossa mente. Por isso oferecem-nos pastilhas ou recomendam-nos mercar umha televisom.

"A melhor arma do opressor é a mente do oprimido"

2.- De Quistiláns a Soto del Real.

-Menudo câmbio!.- Di-me o velho atracador madrilenho.- Antes no monte coas galinhas, e agora aqui metido!