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01/11/15

[C.P. Topas, Salamanca] Situação atualizada de Noelia Cotelo


 
Nos chegou uma petição de Noelia pedindo a divulgação de suas denúncias sobre a sua situação atual no Centro Penitenciário de Topas em Salamanca, para onde acaba de ser transferida.

(extraido de Abordaxe Revista)

Colamos da ANA a tradução deste texto publicado no blogue das “juventudes libertarias de Málaga” en 19 de outubro:
Noelia denuncia os abusos de poderes exorbitantes do Centro, assim como o fato de que o Centro não cumpre nem seu próprio regulamento penitenciário, fazendo o que lhes dá vontade com as reclusas e aproveitando-se de que ninguém se queixa nem reclama.
Ainda que Noelia esteja encarcerada há 8 anos, nunca conheceu condições de repressão tão duras como ali, segundo suas próprias palavras: “Aqui não maltratam uma pessoa concreta por um motivo concreto senão a todas a torto e a direito”.

Após três meses no Centro de Topas, onde já começa o frio, Noelia ainda não recebeu seus objetos pessoais entre o que está sua roupa de inverno, coisa que quando reclamou lhe disseram que a compre com seu dinheiro, além de comunicar-lhe que o translado de suas coisas correrá por sua conta.
Em 4 de setembro Noelia é transladada só à primeira galeria, onde antes havia homens, tão longe de suas companheiras que não podem nem ouvi-la ainda que gritando, encontrando-se isolada e totalmente incomunicável.
Encorajamos-lhe a divulgar e denunciar a situação de isolamento e repressão que sofre Noelia assim como a escrever-lhe, chamar ao Centro Penitenciário de Topas e mostrar vossa solidariedade da melhor maneira que consiga.
• Endereço para escrever a Noelia:
Noelia Cotelo Riveiro
Centro Penitenciário de Topas, Ctra.N-630 Km. 313.4, 37799, Salamanca.
• Telefones do Centro Penitenciário de Topas para chamar perguntando por Noelia:
923 12 71 00 y 923 12 71 16
Fonte: https://juventudeslibertariasmalaga.wordpress.com/2015/10/19/situacion-actualizada-de-noelia-cotelo-en-el-c-p-de-topas/

12/03/13

LUME EM MAO-COMUM. Texto Carlos Calvo.


A gente do C.S. A Revolta do Berbês começou no passado Ano Velho a recuperar e investigar a tradiçom do lume novo. A reactivaçom da roda cíclica do tempo tradicional ritualiza-se amiúde com lume. O mais conhecido é o da cacharela de San Joám no solstício de verao, mas também os há no inverno, na estrutura simbólica em que aparece o lume novo, o toro de Natal e o Apalpador, quando a luz vence a noite.
Mais ou menos à mesma hora na que a rapaziada de Vigo prendia os fachos diante do local no que se imprimiu o Cantares Gallegos, no pátio de isolamento do cárcere de Topas um preso espanhol, um basco e um galego, faziam algo parecido. Um pátio de isolamento é, basicamente, um cubículo de cimento. Correndo, tem exactamente dezasseis passos de longo e nove de largo. Correr nele tem pouco de desporto: no melhor dos casos é algo parecido a meditar passando as contas dum rosário, no pior, tem mais semelhanças com um hámster numha rodinha. Os muros som o suficientemente altos como para que só se poda ver o céu e, nalguns casos, através dumha grelha. De dia, e com sorte, pode-se ver algumha águia ou bandas de cegonhas migrando. De noite, o latifúndio das estrelas, ocupado e socializado polos sem terra de todas as prisons do mundo. Mas, sobretodo, um pátio de isolamento é isso: um cubículo, umha geometria despida. A geometria é eterna, perfeita e sem existência no mundo material. Os presos, os corpos, mortais, imperfeitos e molestamente existentes. Simplesmente com sermos, impugnamos a totalidade desta geometria inumana que, paradoxalmente, é incompatível com o seu cometido, como umha ponte que devora rios ou um lápis que repele palavras. Ao cárcere dá-lhe nojo o preso. Estorva-lhe. Por isso os carcereiros costumam responder incomodados com um “¿Qué quieres?” ou “¿Qué te pasa?”. A nossa presença é um erro, umha irrupçom dos corpos imperfeitos tam molesta como as bostas dos cavalos nos desfiles militares.

Carlos Calvo. Solidariedade.


Recivimos no nosso correio unha mensaxe da Rede de Apoio a Carlos Calvo. Como eles mismos dín:
Somos a Rede de Apoio a Carlos Calvo, un grupo de familiares e amigos de Carlos que impulsamos desde hai uns meses o blog De Volta para Loureda -http://devoltaparaloureda.wordpress.com/ - , unha páxina na que,  xunto co perfil de Facebook -http://www.facebook.com/rede.deapoioacarloscalvo - intentamos reunir toda canta solidariedade sexa posible para a causa de Carlos e de todas as persoas que en situacións semellantes a el sofren a represión e a vulneración dos dereitos humanos.
Carlos foi detido o pasado 15 de setembro, en Vigo, no medio dunha espectacular operación policial "antiterrorista", en Vigo. Desde aquela está en prisión preventiva, sen respectarse a súa presunción de inocencia e sen ser xulgado, e en menos de 6 meses pasou xa por 4 prisións diferentes (Soto del Real, Aranjuez, Topas e Valdemoro), sometido á continua dispersión e cambio de cárcere por estar baixo o réxime FIES, o que inclúe tamén que todas as súas comunicacións están intervidas e outras limitacións á hora de estudiar, sair ao patio, relacionarse con outros presos...
Carlos envía a través das súas cartas artigos contando o día a día no cárcere e tamén debuxos, que imos publicando no blog e noutros medios de comunicación - no Sermos Galiza, en Praza Pública e en Galizalivre- . Tamén aproveitamos o blog para publicar artigos doutra xente reflexionando sobre a lei de excepcionalidade que se lle está a aplicar a Carlos e outros temas afíns, así como vídeos con xente coñecida dando a súa opinión sobre o tema. 
Dende afapp.gz expresamos toda nossa solidariedade con Carlos, a sua familia e os seus amigxs. 
O actual sistema xudicial e penitenciario só beneficia aos que ostentan o poder, engrilletando a poboación emprobecida e rebelde.
A rede pode contar con nosso apoio, as forzas que temos son as vossas forzas tambén.
Podes escribirlle a:

Carlos Calvo Varela
Centro Penitenciario de Topas
Carretera Nacional 630 Km. 314
37799 Las Abrigadas-Topas-Salamanca

Moito animo, saudos a Carlos e liberdade.